segunda-feira, novembro 23, 2009

O génio...

..das finanças portuguesas volta a atacar com mais uma das suas sentenças...!!

O governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, defende que será necessário tomar medidas para controlar o défice, e que este controlo terá de ser feito através da receitas. Ou seja, será necessário aumentar impostos até 2013.

“Nesse horizonte de 4 anos vai ser preciso tomar novas medidas” para controlar o défice, que segundo as últimas previsões deverá rondar este ano os 8% e que terá de ser reduzido para um nível abaixo dos 3% nos próximos 4 anos.

De acordo com declarações à margem do V Fórum Parlamentar Ibero-americano que se realiza na Assembleia da República, o responsável afirmou que será necessário aumentar os impostos, mas sublinhou que isso não será para o próximo ano. Será para ser feito nos próximos quatro anos.


Essa agora de considerar que a única forma de controlar o défice é pelo lado da receita, só mesmo de um incompetente pombo correio...

Nada de novo vindo de quem vem...

10 comentários:

Anónimo disse...

Este filho de um cabaz de cornos, devia ser obrigado a passar um ano no Sudão, sem "cheta" no bolso.

Anónimo disse...

esse vitos constancio é o maior chulo e vigarista ao cimo da terra

Anónimo disse...

esse vitor constacio podia deminuir o defice quase 1% sozinho se ele deixa receber os milhares de euros que recebe por mes e passa-se a receber o ordenado minino 400 euros

Gama

Anónimo disse...

não falem tão alto olha que o que é socialista é bom .......eh eh
cambada de incompetentes.

Anónimo disse...

Poia o rapaz é incompetente! E o FMI? e a Comissão Europeia? e a OCDE?
Oh palerma, bastam as ajudas sociais extraordinárias para fazerem aumentar o deficit para níveis que só com medidas gravosas será possível diminui-lo. Infelizmente, para todos nós, a raia miuda, é um facto incontornável. Aliás, todos os paises com deficit excessivo terão que fazer coisas semelhantes a não ser que temham um aparelho produtivo que, por via das exportações, possa acelarar o crescimento e criar riqueza; infelizmente não é o nosso caso!

Arnaldo Ventura disse...

Meu caro anónimo,

Antes de mais duas notas:

1) Não falei sequer do valor do deficit e do que levou ao seu (palerma) aumento;

2) Ler as capas dos jornais ou ver os telejornais não é a forma mais correcta de tentar perceber bem os assuntos. Até porque numa notícia tem sempre que fazer conta com o desvio padrão associado à intencionalidade de “venda” dessa mesma notícia.

Para isso recomendo que leia mesmo o documento do FMI que está no link abaixo.

http://www.bportugal.pt/pt-PT/PublicacoeseIntervencoes/OutrosOrganismos/FMI/Paginas/FMI20091202.aspx

Mas se não quiser ler todo, deixo aqui o parágrafo essencial sobre a consolidação orçamental:

“A consolidação deve concentrar-se na redução da despesa corrente primária, especialmente da massa salarial do sector público (com base nas recentes reformas da administração pública) e das transferências sociais. Em particular, os critérios de elegibilidade para os subsídios sociais devem ser analisados com cuidado em termos de eficácia e os custos dos serviços de saúde carecem de gestão rigorosa. Porém, a necessidade de consolidação é suficientemente grande para que a melhoria da receita deva igualmente ser considerada. Neste particular, a atenção deve incidir sobre o alargamento da base de incidência através da redução da despesa fiscal e da simplificação da sua administração. O aumento da taxa do IVA, embora em geral indesejável, seria uma opção no caso de outras medidas não produzirem os resultados desejados. Será igualmente essencial que as políticas existentes para apoiar a consolidação a médio prazo sejam integralmente implementadas. Assim, o ajustamento das pensões em 2010, excedendo a regra recentemente acordada, é problemático; é muito importante que se trate de uma medida pontual, cujos custos devem ser compensados em ajustamentos futuros.”

Ou seja, ao contrário do Governador do BP, o FMI recomenda que a consolidação orçamental seja feita da seguinte forma:

- Redução da despesa corrente primária.

Que pode ser feita através de:

- Controlo salarial da função pública;
- Maior critério nas transferências sociais (subsídios);
- Controlo custos de saúde;
- Ajustamento nas pensões.

- Há ainda um conselho do FMI:

- Aumentar o IVA caso as medidas anteriores não surtam o efeito desejado.

Ou seja ao referir que o aumento do IVA será um opção caso as outras medidas não tenham efeito desejado, o FMI está a admitir que com a aplicação das outras medidas poderá ser possível consolidar o deficit orçamental.

Ora, isto é substancialmente diferente do que disse o GBP e vai muito mais de encontro à dúvida que levantei!

Afinal, tal como o FMI aponta, o deficit e a consolidação orçamental podem e devem ser combatidos através da redução da despesa!

Já agora e para terminar, porque é que só através do aumento das exportações é que podemos equilibrar a balança comercial e gerar riqueza?

O cálculo para a balança comercial não tem só essa variável, porque não aumentar a taxa de substituição das importações?

Um abraço!

Anónimo disse...

Grande arnaldo deste lhe um lição eh eh

Anónimo disse...

Dado que, neste momento, não posso estar a responder ao Arnaldo, terei que adiar a resposta. Amanhã, ou depois voltarei.

Arnaldo Ventura disse...

Caro anónimo,

Isto não é nenhum duelo do Western com dia e hora marcada.

São apenas visões e opiniões sobre temas.

Cumps.

Anónimo disse...

Claro que isto não passa de uma troca de ideias.
Embora esteja sem pachorra nenhuma para escrever, e a tua resposta requeria um artigo longo, eu não resisto a perguntar-te duas ou três coisas no que respeita à substituição de importações:
Quais eram as importações que prevês possam ser substituidas tendo em conta o nosso fraco tecido empresarial, a nossa fraca produtividade, não termos, por causa da nossa pequenez, economias de escala que nos permitam produzir mais e mais barato e a quase total ausência de matérias primas no nosso País?
- Deixavas de importar petróleo e, lembrando o saudoso Solnado, começavas a explorar o poço de petóleo do Beato?
Deixavas de importar carros e passávamos a andar de burro?
Começavamos a produzir peças de malha para vender a 5 Euros para dar cabo dos chineses?
Deixavamos de importar matérias primas, por exemplo para a têxtil e para o calçado?
Como vês a substituição de importações não é nada fácil porque quase tudo aquilo que produzimos á fabricado com matérias primas importadas.
Logo o crescimento via consumo interno, conduzindo a um progressivo endividamento externo, não é solução.
Volta quando e se quiseres.
Há muito que falar sobre estes temas com que nos defrontamos.
Quanto à contenção da despesa pública, podes tirar o cavalinho da chuva porque não há coragem politica dos partidos com possibilidades de acesso ao poder para tomar medidas impopulares.
Daí que e Deus queira que eu me engane, estamos condenados a um futuro muito sombrio.
Um abraço